O vento acaba de tocar seu rosto, ela desejou que fosse seu toque. Pensou nele, mesmo não querendo. Maldita mania que ela tem de não controlar os pensamentos. Isso é foda, uma mulher tão massa como ela, escrava da solidão. Abandonada por um cara que tinha algo tão sólido nas mãos e preferiu o que escorre. Ela não julga, só não consegue entender por que se apaixonou daquela forma. As amigas dizem que vai passar e que ela merece coisa muito melhor. Ela sorri amarelo, no fundo ela não quer nada melhor. Quer ele e seus toques doce. Apesar de tudo, ele sempre foi tão carinhoso. Elogios inesperados que lhe arrancavam sorrisos sinceros. Ela, corada, agradecia o homem que tinha. Não tem mais. Precisa se reerguer, dar a volta por cima e seguir em frente. Está complicado, no rádio Jorge e Mateus castiga a memória que não quer lembrar. Parece que quanto mais tenta esquecer, mais lembra dele. Ela é bonita, inteligente e tem uma maneira engraçada de rir. Destino filho da puta. Ela nem queria ir à boate aquele dia, preferia Netflix. Foi e deu nisso, essa fossa infernal. Outros caras até tentam e ela faz o possível. Só que ninguém arranca risadas dela com tamanha facilidade. Ele tinha um dom incrível de sempre deixá-la de bom humor. E ela de bom humor é a coisa mais linda do mundo. Como ele não percebeu isso? Ela se pergunta, procurando respostas que não serão encontradas! Algumas coisas a gente nunca vai conseguir explicação. Depois de um dia exaustivo de trabalho e algumas lágrimas, escondidas no banheiro, ela deita, coloca o celular no modo avião e fecha os olhos. Pede, em oração, que aquele cara volte e, caso não volte, que ela consiga ser feliz sem ele. Abraça o travesseiro, tenta buscar o perfume dele na memória e, em alguns minutos, adormeceMais um dia sem o mané. Lá na frente, feliz e independente, ela nem vai lembrar que esse rapaz existiu. Não posso dizer isso a ela. Têm coisas que precisamos passar para aprender! A felicidade vem mais leve quando conquistada com as lições que a vida nos dá! Agora, falo baixinho, ela não pode acordar. Dormindo ela não sofre por ele. 

 

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Sobre o Autor

Luiz Felipe Paz, pagodeiro por profissão e amante da música por necessidade. Fã da sinceridade e da vontade de vencer. 27 anos de histórias, momentos e memórias cercadas de amigos. Mineiro, nascido em Uberlândia, sotaque puxado e a tranquilidade de alguém do interior. Disseminador do amor e do bem.

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