E se?…..E se?  

A primeira pergunta do meu dia se resume a essa, e se hoje chover? E se eu encontrar o amor da minha vida na rua e estiver mal vestida? E se aquele cara gato me mandar mensagem o que respondo? E se? Parece meio bobo, parece coisa de gente desocupada, ou perdida na vida, mas a verdade é que são tantas incertezas, tantas possibilidades. Tipo uma equação sem fim, com tantos variáveis e prováveis resultados, que você se pergunta: e se este estiver certo? E se? 

E se o mundo acabar agora? Você viveu da forma que queria? Beijou todas as bocas que desejou? Pulou de paraquedas e perdeu o medo de altura? Sentiu as borboletas da paixão no estômago? Abriu os olhos e só agradeceu por mais um dia, por respirar mais um longo dia? Fez aquela viagem maluca ao redor do mundo? Viveu seus maiores sonhos e piores pesadelos? Talvez nessa correria que é a vida não tenha feito nem metade do que desejou. Acredito que nem ao menos coloco-as em um papel qualquer apenas para risca-las quando concluídas. “Ok, tarefa cumprida!” Certamente é mais possível que em seu papel haja vários “E se?”, dilema da vida acredite. E não é apenas você, somos todos nos.  

Nosso papel de desejos veio predeterminado pela sociedade: aprender a andar, aprender a falar, entrar na escola, concluir a escola, cursar uma faculdade, trabalhar, trabalhar, formar uma família, continuar trabalhando e ensinar o ciclo aos filhos. Cruel. Metódico essa vida predeterminada. E ali nos cantinhos do papel você o preenche de vários “E se?”. E se eu cursar a faculdade dos meus sonhos? E se eu decidir viajar, conhecer outras belezas naturais antes de casar? E se eu ligar o “foda-se” e apenas viver a vida? Duas palavras, infinitas possibilidades. É se perguntar se depois de pular do abismo ainda haverá vida. Assusta, apavora e por serem possibilidades, nada concreto, com mais incertezas que certezas, guardamos o papel ali na gaveta, cheio de tantos sonhos impedidos por duas palavras que causam paralisia.  

Pega o papel, deleta, apaga, risca todos os “E se?”. Preenche o papel com os sonhos, as vontades, os desejos mais bobos. Viajar para Paris em Janeiro. Fazer um curso por hobbie. Dar a volta ao mundo. Pular de paraquedas. Beijar muito. Viver o hoje, sem o amanhã. Dançar e gritar a noite toda. Invadir festas. Apaixonar-se. Liste todos eles, comece com um hoje e acrescente vários todos os dias, realize-os! Esqueça as possibilidades, as consequências, aproveita o agora, o momento, a sensação de sonhar. Abra as asas para voos inesquecíveis sem a preocupação com o depois.  

E se? Agora, hoje! 

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Sobre o Autor

Capricorniana. Administradora. Amante de livros empoeirados nas estantes, escreve para fugir desse mundo cheio de imperfeições e viajar em seus pensamentos.

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