Nas chamadas DR’s são expostos dramas, limitações e até mesmo hipóteses sem qualquer relação com a realidade. Mas a questão é: qual o limite destas discussões de relacionamento?

Discutir a relação “para algumas pessoas” sinal de querer o melhor no envolvimento e consequentemente tornar o outro mais próximo daquilo que se deseja. Ora, observando alguns casais No mais diversos meios, percebi que existe um desejo, e este por vezes não está ligado diretamente ao que o outro necessita, mas ao que é esperado dele.

Atender as expectativas alheias por vezes traz choques internos levando à frustração ou um estado de estranheza. Não é uma questão de autopreservação, mas de respeito próprio. Você quer saber até onde vai, o quão longe pode ir suas necessidades.

Aquilo que o outro lhe aponta pode ser um espelho, ou ainda,  repouso, um porto uma estratégia para transformar velhas marcas e consertar estragos. Perturbações nas relações é um processo natural que exige uma boa parcela de tranquilidade para avaliar a fúria tempestuosa

Certo que ao propor uma discussão é interessante observar e cuidar para que não se torne um processo purgatório negativo onde os dissabores são expostos em forma de acusação. Não há resiliência quando o objetivo é transformar o outro em algoz ou vítima, mas na compreensão das virtudes de cada um e os limites de seu ser.

Exigir uma resolução rápida para os problemas é uma característica presente em nossa cultura, porém dificilmente as movimentações internas se dissipam como se fossem deletadas. Passar a borracha “no sentido mais popular” não significa uma resolução das questões, mas sim, um atalho para esquecer o fato, incapaz de perceber que os mecanismos disparadores dos problemas, ainda presentes mobilizam emoções.

Portanto, mais do que colocar as coisas para fora, é importante estar atento às motivações dos conflitos. Por em pratos limpos, descobrir a raízes pode ajudar a escolher o que realmente é significativa para de ambos.

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Sobre o Autor

Almir José da Silva

Almir José da Silva, nome cunhado para fazer par com os outros "A" dos irmãos. Filósofo de formação e pedagogo , o gosto por transcorrer as palavras vem junto com as plantas. Dedicação ao ensino e amor por aprender. Único terror é perder a mim mesmo, já o prazer está nas coisas simples.

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