Quando vi nas notificações que tinha mensagem sua, já me veio aquela preguiça básica do ser humano. A verdade é que a saudade que eu sentia virou um ranço fodido da sua cara e das suas mentiras. Não é que eu me arrependa, foi divertido, mas nunca vou entender como uma mulher tão inteligente, como eu, foi se apaixonar por um mala sem futuro igual você. Maldito dedo podre. E o pior é lembrar o quanto eu sofri, chorei e emagreci por sua causa. Você chegou e, ao longo do tempo, foi me fazendo esquecer quem eu era, me tirando a vontade de viver que eu sempre tive. Eu era feliz, tinha vários amigos, opiniões firmes e vestia o que eu bem entendia. Era livre. Você, aos poucos, foi minando minha auto estima, me desencorajando de ser eu mesma. Me tornei sua marionete. Com roupas largas e solitária. E presa naquela ideia romântica de viver um amor eterno, não percebi a cagada que eu estava fazendo. Você já não era mais o menino divertido do começo. Só queria me controlar e brigar comigo quando eu não fazia o que você “sugeria”, pro “meu bem”. Ainda bem que me livrei. Dolorosamente, lentamente e com ajuda de amigos, familiares, psicólogo e muito remédio, eu me refiz. Entendi tanta coisa, aprendi muito sobre a minha carência e as ausências que tento suprir. Saí forte e com amor próprio tatuado no coração. Hoje sou feliz, livre e querida por todos. Pronta para amar alguém que me queira como companhia, não como um bem! Você agora é só um número bloqueado, uma memória dos tempos ruins e um pequeno ranço. Nada além disso. O tempo cura, cicatriza e fortalece. Ainda bem.

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Sobre o Autor

Luiz Felipe Paz, pagodeiro por profissão e amante da música por necessidade. Fã da sinceridade e da vontade de vencer. 27 anos de histórias, momentos e memórias cercadas de amigos. Mineiro, nascido em Uberlândia, sotaque puxado e a tranquilidade de alguém do interior. Disseminador do amor e do bem.

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