Constantemente ela sente a falta de alguém que a abrace devagar no meio de tanta correria. Ela nunca soube explicar por qual motivo a saudade entra em nossos corpos sem ao menos ser convidada. Explicações científicas estragam a graça das coisas bonitas, e tudo aquilo que é bonito, não precisa de explicação. Ela costuma dizer isto a si mesma quando a saudade aperta mais do que abraço de mãe. Ela sente saudades de sua mãe que atualmente mora fora do país mesmo mantendo contato via Skype. E mesmo contra tudo aquilo que nunca sentiu, ela ainda sente a falta de um pai que nunca esteve presente. A saudade tornou-se a sua fiel companheira e para onde ela costuma traçar a sua rota, leva consigo a mais leve e doce saudade de alguém.

Se você olhar bem no fundo das suas retinas esverdeadas, vai notar um quê de saudade absurda de sua infância. Saudade dos machucados curáveis por brincadeiras bobas, saudade das feridas que costumavam passar com remédios caseiros. Mas se você prestar bastante atenção em cada expressão no rosto dela, perceberá que aquela saudade antiga, hoje amadureceu junto com ela. E ambas costumam chorar juntas das memórias inesquecíveis que compartilharam. Ela se abastece de saudade a cada nascer do sol. Tem saudade do beijo doce que deu naquele garoto do cabelo bagunçado em 2010. Tem saudade de sua melhor amiga de infância. E habitualmente possui uma saudade gigante de ser a saudade de alguém.

Vira e mexe você vai vê-la fugindo um pouco da realidade da vida. Pois a saudade insiste em visitar o seu peito esquerdo sem bater na porta. Estes últimos dias ela deixou a sua porta aberta e um turbilhão de lembranças invadiu o seu coração lhe roubando algumas lágrimas e outros sorrisos. E mais uma vez a saudade lhe fez companhia como nos velhos tempos. “Não há como escapar de sentir saudades.” Um amigo dela lhe contou quando uns dias atrás eles saíram juntos. Ela sorriu por uns longos quarenta segundos e percebeu que a saudade invade qualquer peito que tenha um coração palpitando. “Somos a saudade de alguém.” Ela falou sorrindo da vida.

E quem há de duvidar, menina?

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Sobre o Autor

Apaixonado pela poesia feminina. Acredito fielmente que o amor seja o infinito que resolveu morar no detalhe das palavras. Muito prazer, eu me chamo Pedro Ficarelli, e escrevo com o único intuito de pôr palavras onde a tua dor se faz insuportável.

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